Chamas já destruíram mais de 100 mil hectares de vegetação na França e na Espanha
Mais de 4 mil bombeiros combatem os incêndios florestais que atingem a Espanha e a França. Mais de 300 mil pessoas tiveram que deixar as casas. As chamas já destruíram mais de 100 mil hectares nos dois países, um dos maiores focos avança em direção a Madri, capital da Espanha. 300 mil pessoas foram retiradas das áreas de risco. Esta é considerada a maior catástrofe natural da história do país. A chegada de uma nova onda de calor pode agravar a situação.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o aumento dos incêndios florestais na Europa e para os impactos da fumaça na saúde da população. Entre janeiro e julho de 2026, os incêndios consumiram 2,2 milhões de hectares no continente, ante 1,4 milhão de hectares em 2022, o que representa um crescimento de 57% em quatro anos. A entidade também divulgou orientações para moradores e viajantes sobre como reduzir os riscos à saúde durante eventos dessa natureza.
Segundo a OMS, Portugal e Espanha registraram aumento superior a 100% no número de incêndios em comparação com o mesmo período de 2025. O avanço das queimadas ocorre em meio a episódios de calor extremo e à intensificação dos efeitos das mudanças climáticas sobre diferentes regiões da Europa.
O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Henri Kluge, afirmou que os incêndios florestais provocam perdas humanas e materiais, pressionam os serviços de emergência e os sistemas de saúde e obrigam milhares de pessoas a deixarem suas residências ou locais de hospedagem.
A entidade explica que a fumaça contém material particulado fino, capaz de penetrar profundamente nos pulmões e alcançar a corrente sanguínea. A exposição pode provocar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite, redução da função pulmonar e aumento do risco de complicações cardiovasculares.
Além dos efeitos imediatos, a OMS alerta que a fumaça pode alcançar regiões distantes dos focos de incêndio, ampliando a exposição da população à poluição do ar e aumentando os riscos à saúde mesmo em áreas não diretamente atingidas pelas queimadas.
A previsão é de piora da situação nos próximos dias , com previsãao de mais 40 grus de calor.










