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Especialista alerta sobre a privação de sono e excesso de telas

Especialista alerta que privação de sono e excesso de telas comprometem os mecanismos naturais de reparação da pele

A biomédica esteta, Jéssica Magalhães, explica como boas noites de sono estimulam os processos naturais de reparação do organismo, favorecendo a produção de colágeno, o equilíbrio da pele e a prevenção de sinais precoces de envelhecimento.

Dormir bem vai muito além de acordar disposto, afinal, durante o sono, o organismo ativa importantes mecanismos de reparação celular que influenciam diretamente a saúde da pele. É nesse período que ocorre maior renovação dos tecidos, equilíbrio hormonal e fortalecimento da barreira cutânea, fatores que ajudam a manter a pele mais hidratada, luminosa e resistente aos sinais do envelhecimento.

Embora muitos associem uma rotina de “skincare” apenas ao uso de cosméticos, a qualidade do sono é considerada um dos pilares fundamentais para uma pele saudável. A privação do descanso pode aumentar os níveis de cortisol, reduzir a produção de colágeno, favorecer processos inflamatórios e acelerar o aparecimento de olheiras, linhas de expressão, perda de viço e flacidez.

Segundo a biomédica esteta Jéssica Magalhães, que atua há mais de uma década orientando sobre cuidados com a pele, é durante o sono que a pele aproveita para reparar os danos sofridos ao longo do dia, provocados por fatores como exposição solar, poluição, estresse e radicais livres. “Enquanto dormimos, o organismo direciona energia para processos de regeneração. A pele aumenta sua capacidade de renovação celular, melhora a produção de colágeno e fortalece sua barreira de proteção. Quando esse ciclo é interrompido com frequência, os reflexos aparecem rapidamente no rosto, seja por meio de olheiras, aspecto cansado, ressecamento e envelhecimento precoce”, explica.

Esse cenário favorece o surgimento de acne, sensibilidade, perda de hidratação e redução da elasticidade da pele. Em contrapartida, manter uma rotina regular de sono contribui para preservar a função de barreira da pele e otimizar a ação dos ativos utilizados na rotina de cuidados.

Outro hábito que merece atenção, segundo Jéssica, é relacionado ao uso excessivo de celulares, tablets e computadores antes de dormir. A exposição prolongada à luz emitida pelas telas pode dificultar a produção de melatonina – hormônio responsável pela indução do sono, comprometendo tanto a qualidade do descanso quanto os processos naturais de regeneração cutânea.

Segundo a especialista, investir em um bom sono deve fazer parte da rotina de autocuidado tanto quanto a limpeza, hidratação e proteção solar. Aconselhando ainda uma rotina de sete a nove horas de sono por noite, em horários regulares, além da redução no uso de telas antes de dormir.

“O organismo precisa de um período de descanso para realizar naturalmente a reparação dos tecidos. Dormir bem é um dos cuidados mais acessíveis e eficazes para manter a pele saudável e bonita”, conclui.

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