O fenômeno climáticos El Niño aumenta o risco de dengue no Brasil porque as temperaturas mais altas aceleram tanto a reprodução do mosquito Aedes aegypti quanto o ciclo do vírus dentro do vetor. O Ministério da Saúde e centros de pesquisa, como a Fiocruz, apontam que a combinação de calor extremo e chuvas irregulares favorece um aumento expressivo de casos no país.
Como o calor influencia o mosquito e o vírus?
A biologia por trás dessa aceleração envolve fatores específicos associados à temperatura:
Desenvolvimento acelerado do mosquito: Em temperaturas comuns (cerca de 21°C), o mosquito leva até 16 dias para chegar à fase adulta. Sob calor intenso (em torno de 30°C), esse ciclo cai para apenas 10 dias, multiplicando a população do inseto muito mais rápido.
Aceleração da replicação do vírus: Quando o mosquito pica alguém infectado, o vírus precisa passar por um período de incubação interna até chegar às glândulas salivares do inseto. Em dias amenos, esse processo leva 15 dias; no calor forte, reduz-se para apenas 5 dias, tornando o mosquito transmissor em tempo recorde.
Aumento da atividade: Temperaturas elevadas aumentam o metabolismo das fêmeas do mosquito, fazendo com que busquem se alimentar de sangue com maior frequência.
O impacto do El Niño no Brasil
As projeções oficiais do Ministério da Saúde do Brasil indicam que os casos de dengue podem crescer entre 20% e 40% nos próximos meses devido aos efeitos deste corredor climático. Estados do Sudeste, Centro-Oeste e Sul apresentam atenção redobrada, pois o aquecimento global e o El Niño estendem a circulação do vírus para áreas que historicamente tinham menor incidência.
Os fenômenos climáticos, mais seca no nordeste, mais chuva no sul, vai causar prejuízos produção de alimentos e gerar muitos prejuízos e mortes. O Brasil será um dos países mais afetados pelo El Niño.
A principal fonte que aponta que o Brasil será um dos países mais afetados pelo Super El Niño (e o 5º no ranking global de mortalidade associada ao calor extremo) é um estudo do Climate Impact Lab (Laboratório de Impacto Climático) da Universidade de Chicago.
Além disso, órgãos oficiais e plataformas de monitoramento climático corroboram esses impactos no país:
INMET e INPE: Através do Painel El Niño, que aponta alta probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte, gerando chuvas excessivas e enchentes no Sul, além de seca e risco de incêndios no Centro-Norte.
Plataformas de análise de risco climático (como MORFO): Citadas em relatórios da CNN Brasil, indicando que grande parte do território brasileiro deve enfrentar elevação de temperaturas e redução de chuvas, especialmente no Norte e Nordeste.
Jorge Roriz










