O ressurgimento recente de casos de sorotipo 3 (DNV3 -3) do vírus da dengue, doença transmitida pela picada do mosquito aedes aegypt, preocupa especialistas sobre os riscos de uma nova epidemia causada por esse sorotipo.
O sorotipo não afetava o país há mais de 15 anos. Segundo a Fiocruz, o ressurgimento acende o sinal de alerta para a possibilidade de epidemia da doença no Brasil.
Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), coordenado pela Fiocruz Amazônia e pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz),
“O risco de uma epidemia com o retorno do sorotipo 3 ocorre por causa da baixa imunidade da população, uma vez que poucas pessoas contraíram esse vírus desde as últimas epidemias registradas no começo dos anos 2000. Existe ainda o perigo da dengue grave, que ocorre com mais frequência em pessoas que já tiveram a doença e são infectadas novamente, por outro sorotipo”, alerta a entidade.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SESAB) Até o último dia 4, a Bahia registrou, 46.234 novos casos de dengue, 35,7 a mais do que o mesmo período de 2022(34.063 registros)
Antonio Carlos Bandeira,membro da Sociedade Brasileira de infectologia, afirma que a Bahia é endêmica e a dengue tipo3 pode chegar ao estado a qualquer momento.
A maioria dos casos de dengue hemorrágica ocorre em pessoas anteriormente infectadas por um dos quatro tipos de vírus.
Principais sintomas da Dengue:
Febre alta acima de 39°C;
Dor no corpo e articulações;
Dor atrás dos olhos;
Falta de apetite;
Dor de cabeça;
Manchas vermelhas no corpo;
Aumento progressivo do hematócrito (medida da proporção de hemácias no sangue).