Dengue – Saiba quais os grupos de maior risco

A dengue faz parte de um grupo de doenças denominadas arboviroses. O vírus é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos diferentes: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 — todos podem causar as diferentes formas da doença.

Grupo de risco: 

Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.

idosos: 

Um levantamento realizado confirma que a faixa etária de maior risco para complicações da doença é a formada por idosos. De acordo com os dados divulgados, a taxa de letalidade da dengue no período, ainda que seja considerada baixa de forma geral, foi oito vezes maior entre os idosos do que entre aqueles com idade abaixo dos 60 anos. De acordo o Sistema de Notificação de Agravos e Notificações (Sinan), entre o mês de janeiro até 6 fevereiro de 2024, a Bahia teve 4068 casos notificados de dengue.

 As autoridades de saúde estão reforçando a importância de medidas preventivas e cuidados específicos para proteger os idosos contra a doença, que pode causar complicações graves nesse grupo de risco.

Entre 2014 e 2024, foram registrados 3.211 óbitos entre pessoas de zero a 59 anos. Já entre os idosos, o número de total de mortos chegou a 3.299. A letalidade, portanto, foi de 0.03% no primeiro grupo e 0.27% no segundo grupo. O risco aumenta ainda mais conforme a idade avança. Entre os pacientes com 80 anos ou mais, o coeficiente letalidade chega a 1,03%.

A fragilidade imunológica dos idosos os torna mais propensos a desenvolver formas graves de dengue e enfrentar complicações decorrentes da doença.

Grávidas:

A doença exige cuidados para todas as faixas etárias. Mas a preocupação é ainda maior com as gestantes. De acordo com o vice-presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Regis Kreitchmann, a dengue aumenta em três vezes as chances da mulher desenvolver uma grávidez de risco.
“Não há dengue sem febre. Se a pessoa apresentar de 38 graus para cima, ela deve procurar assistência imediatamente. Em caso de um diagnóstico positivo, o acompanhamento deve ser feito junto de um obstetra e um infectologista, para um desenvolvimento saudável do bebê”, afirma, O médico pediatra e infectologista Saulo Duarte Passos.

“O risco de mortalidade aumenta muito, principalmente no terceiro trimestre da gestação. Há a possibilidade de sangramento no parto e, se for um caso grave, a probabilidade de aborto espontâneo e morte são infinitamente maiores”, explica.

Sintomas:

Febre
Dor no corpo e articulações
Dor atrás dos olhos
Mal-estar
Falta de apetite
Dor de cabeça
Manchas vermelhas no corpo
A infecção também pode ser assintomática ou apresentar quadro leve. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas.

Fonte: G1 – Sorocaba/Jundiai

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