O terceiro incêndio que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em uma semana vai ser investigado pela Polícia Federal (PF), que apura se foi uma ação criminosa.
O deputado federal eleito por Pernambuco Jones Manoel afirmou que recebeu relatos de que alunos teriam recebido, horas antes do incêndio, mensagens com ameaças contra setores da universidade, incluindo uma menção a “explodir o departamento” em nome de Flávio Bolsonaro.
“Tínhamos muitos equipamentos dentro do prédio, sobretudo no primeiro andar, e absolutamente tudo foi destruído pelo incêndio. Cremos que nós tínhamos ali aproximadamente 100 tipos diferentes de pesquisas. Assim como amostras que se acumulam ao longo de 20 anos. Então é uma perda irreparável para a Universidade Federal de Pernambuco e para as pesquisas ali desenvolvidas, por mestrandos, doutorandos, na iniciação científica e também pelos nossos professores e professoras”,
“O fogo tomou conta de todo o pavimento superior e de uma sala no pavimento inferior. Tinham alguns laboratórios no pavimento inferior que a gente conseguiu preservar aprisionando o fogo. O incêndio ficou confinado na estrutura [do prédio], e todos os imóveis adjacentes não tiveram nenhum dano”, disse o major do Corpo de Bombeiros, Melquezedek Calado.
Recebemos com tristeza a notícia do incêndio […] Felizmente, não houve feridos. Estamos em contato com a reitoria da UFPE e acompanhamos as investigações para apurar as causas do incêndio. Colocamos o MEC à disposição para prestar todo o apoio necessário. Nossa solidariedade à comunidade da UFPE”, postou o ministro da Educação, Leonardo Barchini

