Um incêndio devastador na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) destruiu um laboratório no Departamento de Inovação e Empreendedorismo (Dine), resultando na perda irrecuperável de mais de 200 mil amostras biológicas genéticas e clínicas utilizadas em pesquisas científicas avançadas. O incidente ocorreu na noite de quarta-feira, 8 de outubro de 2026. [1, 2]
Principais Linhas de Pesquisa Afetadas
As amostras destruídas pertenciam a projetos de tratamento e desenvolvimento de fármacos construídos ao longo de até 15 anos de dedicação científica:
Câncer: Foram incineradas amostras genéticas voltadas ao estudo de tratamentos de vários tipos de câncer, incluindo pesquisas sobre câncer hepático (fígado) que tentavam mapear marcadores biológicos para prevenção e cuidado com os pacientes.
Chikungunya: Apenas na linha voltada para o vírus da chikungunya, estima-se a perda de 85 mil alíquotas de material biológico (incluindo soro, urina e sangue) que investigavam as formas graves e sequelas da doença.
Covid-19: Também foram totalmente destruídos os bancos de dados físicos e amostras coletadas durante os surtos da pandemia de coronavírus.
O Impacto das Perdas
De acordo com os relatos dos pesquisadores da UFPE ao portal O Globo, o prejuízo estrutural e de maquinários (como freezers e reagentes) pode ser mitigado futuramente com novas verbas, mas o material biológico é insubstituível. Muitas das amostras genéticas pertenciam a pacientes que já faleceram, impossibilitando uma nova coleta idêntica. O cronograma científico de inovação terapêutica retrocedeu anos de progresso.

