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Semana do Meio Ambiente reúne marcos históricos da conservação ambiental na Bahia

Os primeiros dias de junho, mês dedicado ao Meio Ambiente, concentram datas emblemáticas para a história da conservação ambiental na Bahia. Entre os dias 05 e 07 de junho, são celebrados aniversários de criação de importantes Unidades de Conservação (UCs) estaduais,além de marcos institucionais que ajudaram a consolidar a política ambiental e de recursos hídricos do estado.
Nesta sexta-feira (05), Dia Mundial do Meio Ambiente, completam aniversário 13 UCs instituídas pelo Estado da Bahia, ao longo de diferentes períodos. O conjunto de áreas protegidas reforça o papel estratégico de gestão das unidades na preservação dos biomasbaianos (da Caatinga ao Cerrado, passando pela Mata Atlântica e ecossistemas associados, como restingas, manguezais, dunas e zonas costeiras) além de destacar a importância da gestão participativa na proteção do patrimônio natural do estado e os objetivosde criação de cada uma das UCs.
O sábado (06) marca a criação da Área Estadual de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) do Orobó, instituída em 2002, e da Estação Ecológica Rio Preto, criada em 2005. Já no domingo (07), completam aniversário as Áreas de Proteção Ambiental (APA) de Coroa Vermelha,Serra do Barbado, Costa de Itacaré/Serra Grande e Bacia do Rio de Janeiro, todas criadas em 1993.
Segundo o coordenador de Gestão de Unidades de Conservação do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Mateus Camilo Matos, os decretos de criação dessas unidades estabeleceram objetivos alinhados a conservação e ao turismo voltadas à proteçãoambiental e o desenvolvimento dos territórios.
“A preservação da vegetação nativa, a garantia dos processos ecológicos, o disciplinamento do uso do solo e a viabilização de atividades compatíveis com a conservação estão entre esses objetivos. Muitas delas preveem ainda a formação de corredores ecológicos,a proteção da fauna migratória e o estímulo ao turismo de sustentável”, destaca.
Diversidade de áreas protegidas
Entre as unidades criadas em 05 de junho está a APA das Ilhas de Tinharé e Boipeba, instituída em 1992 para proteger ecossistemas insulares de grande relevância para a biodiversidade costeira da Baía de Todos-os-Santos. Outra unidade estratégica é a APA Joanes-Ipitanga,criada em 1999 e responsável pela proteção da bacia hidrográfica do Rio Joanes, manancial que responde por aproximadamente 40% do abastecimento de água de Salvador e Região Metropolitana.
De acordo com o especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Inema e gestor da APA Joanes-Ipitanga, Geneci Braz, a administração das unidades ocorre de forma integrada e participativa.
“O trabalho de gestão é desenvolvido envolvendo os diferentes atores sociais do território. As ações incluem projetos socioambientais, reuniões dos conselhos gestores e a articulação entre fiscalização, licenciamento e monitoramento realizados pelo Inemae órgãos parceiros”, explica.
Também em 1999 foi criada a APA da Baía de Todos-os-Santos, voltadas à proteção de importantes bacias hidrográficas e do ecossistema da maior baía do estado.
Em 2001, foram instituídas a APA Serra Branca/Raso da Catarina, localizada em Jeremoabo, e a ARIE Nascentes do Rio de Contas. A primeira tem como foco a preservação da Caatinga, da diversidade genética da fauna nativa e das rotas de aves migratórias, além deprever a formação de corredores ecológicos com a Estação Ecológica Raso da Catarina. Já a segunda protege aproximadamente 4,7 mil hectares nos municípios de Piatã e Abaíra, com ações voltadas à conservação de ecossistemas naturais, recursos hídricos e paisagensde elevado valor cênico.
Em 2003, foram criadas as APA Plataforma Continental do Litoral Norte e Caminhos Ecológicos da Boa Esperança, ampliando a proteção de ambientes marinhos e de áreas de conectividade ecológica.
O ano de 2006 marcou a criação da APA de São Desidério, da APA do Rio Preto e do Monumento Natural dos Cânions do Subaé. No caso de São Desidério, a unidade foi concebida para ordenar o uso do solo e dos recursos hídricos, proteger patrimônios geológico, espeleológico,arqueológico, paleontológico e cultural, além de incentivar o turismo ecológico e atividades sustentáveis compatíveis com a conservação do Cerrado.
A gestão dessas unidades está em consonância ao estabelecidos pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), como planos de manejo, zoneamento ecológico-econômico e conselhos gestores formados por representantes do poder público, da sociedade civil,do setor produtivo e de outros segmentos sociais.
Programação do Mês do Meio Ambiente
A celebração desses marcos históricos ocorre em meio à programação especial do Mês do Meio Ambiente promovida pela Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema) e pelo Inema. Com investimentos que somam cerca de R$ 49,8 milhões, a agenda reúne mais de dez açõesem diferentes regiões da Bahia voltadas à conservação ambiental, educação ambiental e fortalecimento da sustentabilidade.
Nesta sexta-feira, o destaque fica por conta da inauguração do Jardim Ecológico e do novo setor de Nutrição do Parque Zoobotânico da Bahia, em Salvador, além da distribuição de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica e de exemplares da revista Coqueteldo Zoo, bem como a realização de exposições temáticas promovidas por instituições parceiras voltadas à conservação da fauna e à educação ambiental.
Ao longo do mês, também será entregue o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Barreiras, primeiro equipamento do tipo implantado no oeste baiano e no bioma Cerrado. Com investimento próximo de R$ 8 milhões, a unidade ampliará a capacidade de atendimento,reabilitação e destinação de animais silvestres resgatados ou apreendidos.
Outro destaque será a entrega da primeira etapa das obras de revitalização do Parque Metropolitano de Pituaçu, em Salvador. O projeto, financiado com recursos do Fundo Estadual de Recursos para o Meio Ambiente (FERFA), contempla a recuperação dos 15 quilômetrosde ciclovia, implantação de bicicletário, melhorias de acessibilidade, iluminação e infraestrutura de apoio aos visitantes.
A programação inclui ainda a realização da Semana Oceânica 2026, entre os dias 08 e 12 de junho, em Salvador; o encontro estadual do Programa Água Doce (PAD Bahia), nos dias 16 e 17 de junho, em Feira de Santana; o seminário de atualização do Plano de AçãoEstadual de Combate à Desertificação (PAE Bahia), nos dias 17 e 18 de junho, em Juazeiro; e a campanha “São João Sim, Incêndio Não”, voltada à prevenção de incêndios florestais durante os festejos juninos.
A trajetória construída ao longo de décadas por meio da criação e gestão das Unidades de Conservação encontra continuidade nas ações desenvolvidas pela secretaria e pelo instituto, reafirmando a importância da proteção da biodiversidade, da segurança hídricae da promoção do desenvolvimento sustentável em todo o estado.
Texto: Matheus Santana/ASCOM
Foto: Matheus Lemos/ASCOM
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