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Salvador tem taxa de hepatite B 65% acima da média nacional; veja como se prevenir

Salvador registrou em 2025 8,6 casos de hepatite B por 100 mil habitantes. A taxa é de 65% maior que a média nacional de 5,2.

Os dados  publicados pelo Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2026, do Ministério da Saúde, que contabilizou 610 casos de hepatite B em 2005.

A hepatite B é causada por um vírus presente no sangue, no sêmen e na secreção vaginal. A doença atinge o fígado e costuma não dar sintomas por décadas.

Na grande maioria dos casos, a infecção da hepatite B não provoca sintomas. Se o organismo eliminar o vírus em até seis meses, a pessoa se cura e fica imune, mas caso o vírus permaneça por mais tempo, a infecção se torna crônica e pode lesionar o fígado ao longo de 20 a 30 anos sem dar nenhum sinal.

O risco de a infecção se tornar crônica chega a 90% nos recém-nascidos e fica abaixo de 5% nos adultos saudáveis. “É uma doença silenciosa. Muita gente só descobre décadas depois, quando o fígado já está comprometido. Por isso não dá para esperar sintoma para fazer o teste”, afirma, Washington Abreu é docente da Faculdade de Medicina Zarns Salvador e médico especialista em Medicina de Família e Comunidade

A transmissão acontece por contato com sangue contaminado, relações sexuais e da mãe para o bebê (sobretudo no parto). “A doença não passa por abraço, aperto de mão, talheres ou banheiro. Separar copo e talher ou afastar alguém do trabalho ou escola por causa da hepatite B não tem fundamento. A pessoa com o vírus pode conviver normalmente com a família e com os colegas”, ressalta Washington.

Vacinação e testagem

A vacina contra a hepatite B é gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS), para pessoas de qualquer idade e sem receita. “Quem interrompeu o esquema não precisa recomeçar, basta completar as doses que faltam. Quem perdeu a caderneta pode consultar o registro na unidade de saúde ou no aplicativo Meu SUS Digital”, orienta Abreu.

O médico explica que o Ministério da Saúde recomenda que todo adulto sem vacinação completa faça o teste ao menos uma vez na vida. “A indicação também considera gestantes e pessoas que convivem com quem tem o vírus, pessoas com HIV, hepatite C, diabetes, quem faz diálise e profissionais de saúde”, completa.

O teste rápido usa uma gota de sangue da ponta do dedo, não exige jejum nem pedido médico, e o resultado sai em até 30 minutos. “Se der negativo e a pessoa não tiver as três doses, ela já sai vacinada. Se der positivo, é encaminhada para os exames de confirmação”, reforça Washington.

O diagnóstico não impede uma vida normal. “Quem tem hepatite B pode trabalhar, ter filhos e levar uma vida normal. O mais importante é não abandonar o acompanhamento só porque não sente nada, inclusive, a Lei 14.289/2022 garante o sigilo do diagnóstico de hepatites crônicas”, acrescenta o especialista.

Para o professor, a mensagem mais importante é simples. “Confira a sua caderneta. Se você não tem as três doses contra a hepatite B, ou não sabe, vá à unidade de saúde, faça o teste rápido e se vacine. É gratuito e leva menos de meia hora”, finaliza.

A população também pode buscar atendimento gratuito na Clínica-escola da Faculdade de Medicina Zarns Salvador, que oferece assistência médica à comunidade. Saiba mais sobre no site oficial da instituição.

Fonte: Sesab/ jornal Correio

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