O psicoterapeuta Jordan Van Der Zeijden Campos, mais conhecido como Jordan Campos, foi alvo de uma operação, que cumpriu mandados de busca e apreensão em sua casa e no seu escritório, na terça-feira (26). Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), quatro mulheres fizeram denúncias contra ele.
Jordan também é acusado de ter influenciado uma paciente a transferir R$ 345 mil para suas contas após descobrir a condição financeira da suposta vítima. Ele está sendo investigado mas a justiça negou autorizar a prisão do acusado.
Para o MP-BA, há indícios de estelionato, com indução ao erro, uso de confiança e vulnerabilidade psicológica além de obtenção de vantagem econômica ilícita. O caso dessa vítima representa o principal fundamento financeiro da ação.
Conforme o MP-BA, todas as mulheres que prestaram queixas, relataram o mesmo padrão de atuação e disseram conhecer outras mulheres que, por medo ou vergonha, ainda não noticiaram os fatos às autoridades.
A operação é resultado da investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e do Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid), ambos do MP-BA.
Batizada de “Operação Catarse“, a ação cumpriu mandados nos bairros da Pituba e Caminho das Árvores, áreas nobres da capital baiana.
Além do bloqueio de bens, a Justiça decretou também a quebra dos sigilos informático e telemático, além da suspensão imediata do exercício de atividades profissionais de natureza psicoterapêutica, consultas clínicas, cursos, palestras, mentorias e eventos similares, de forma autônoma ou por meio de pessoas jurídicas.
O que diz Jordan Campos
“A PACIENTES, ALUNOS, SEGUIDORES E MÍDIA
Desde ontem meu nome passou a circular de forma muito intensa na mídia e nas redes sociais em razão de uma investigação que se tornou pública após o cumprimento de medidas judiciais.
Sou o Jordan Campos, terapeuta, professor, escritor, casado há 14 anos e pai de 4 filhos.
Preciso já iniciar dizendo com clareza que sou totalmente inocente das acusações que vêm sendo feitas. Nunca pratiquei assédio, abuso ou qualquer forma de exploração contra quem quer que seja. Na verdade eu luto contra exatamente isso.
Está é uma acusação que inclusive foi feita há 4 anos pelas mesmas pessoas atuais; fui investigado por 6 meses pelo Ministério Público do Trabalho; finalizando no arquivamento sob forte conclusão de que não houve nenhuma prova destas acusações de assédio, a diferença é que não tivemos esta repercussão midiática extrema.
O papel do Ministério Público é investigar, o papel da autoridade policial é cumprir e estamos ainda apenas na investigação. Não existe nenhuma condenação.
Eu cuido de pessoas há 20 anos, fiz um caminho de muita dedicação em cada consulta, aula, evento. Repito que jamais, jamais realizei tais atos, o que já foi provado em outras instâncias como falei.
Minha trajetória sempre foi pública, aberta, conhecida e construída diante de milhares de pessoas ao longo dessas duas décadas.
Estou neste momento com problemas de acesso à minha conta oficial do Instagram devido a terem levado celular e notebook e eu não conseguir fazer a dupla autenticação. Mas estou resolvendo.
Neste momento, por respeito ao processo e às orientações jurídicas, não entrarei em detalhes sobre os fatos atuais que correm em sigilo. Tudo será enfrentado tecnicamente, no local adequado, que é a Justiça. Estou dando uma satisfação pública extremamente necessária.
Fonte: G1.

