Os tipos de poluentes encontrados no ar são principalmente: monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio, óxidos de enxofre, compostos orgânicos voláteis e o material particulado.
Alguns destes poluentes, a exemplo do material particulado, são associados de forma mais consistente aos efeitos adversos à saúde. Estamos falando da poeira que pode não ser visível aos nossos olhos. Elas normalmente estão suspensas no ar em frações grossas, finas e ultrafinas. Aquelas que representam maior risco para a saúde variam em tamanho de 0,1μm a 10μm. Estas partículas de 10μm são também conhecidas como partículas inaláveis ou fração torácica, pois penetram facilmente nas vias respiratórias.
Este poluente consiste numa mistura de partículas líquidas e sólidas de menor ou maior toxicidade que ficam suspensas no ar, e sua composição pode variar, a depender das fontes emissoras presentes no local. Na atmosfera das cidades o diesel é o responsável pela maior parte dos contaminantes atmosféricos e também é o principal responsável pela emissão de partículas finas, ou seja aquelas com tamanho aerodinâmico menor que 2.5 μm (MP 2.5). Se comparado à gasolina, o diesel emite um numero 100 vezes maior de partículas no ar considerando mesmo percurso de viagem. Assim, investir em políticas públicas para o transporte pode ter um grande impacto no controle da poluição do ar das nossas cidades.
O assunto foi tema do programa Saúde no Ar no Quadro Saúde e Meio Ambiente com a pesquisadora em Saúde Pública Nelzair Araujo Vianna.
O Quadro Saúde e Meio Ambiente vai ao ar toda quarta-feira no Programa Saúde no Ar, transmitido pelas Rádios Excelsior AM 840 e Web Saúde no Ar.
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Redação Saúde no Ar
