Paraná e Rússia devem assinar acordo sobre vacina contra Covid-19

Paraná e Rússia devem assinar acordo sobre vacina contra Covid-19

O governo do Parana e Rússia, devem assinar nesta quarta-feira (12/08), um acordo para produção e distribuição da vacina Sputnik V no estado. A cerimônia para a celebração do convênio está prevista para ocorrer às 14h. Na terça, Vladimir Putin, anunciou que a vacina do país estava pronta e já havia sido registrada. O acordo deverá ser assinado pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e pelo embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Akopov.

A comunidade cientifica internacional, questiona a sua eficácia, por não se saber como funciona o imunizante. Segundo o anuncio, no dia 1° de agosto, os testes de fase 1 e 2 foram concluídos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que sejam realizadas três etapas de testes. Para a realização de testes ou de pesquisa no Brasil, a Anvisa precisa autorizar os procedimentos. A Agência informou que não recebeu nenhum pedido para analisar essa vacina pelo laboratório russo responsável.

De acordo com o governo paranaense, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) será responsável por todas as etapas, desde a pesquisa até a distribuição das doses, isso houver liberação da Anvisa. O presidente do instituto, Jorge Callado, ressaltou que a pesquisa vai avançar conforme o compartilhamento as informações. A previsão, no entanto, é de que a vacina seja distribuída no Brasil no segundo semestre de 2021. “Antes da liberação, não há possibilidade de colocar nada em prática. Reitero que a prudência e a segurança são palavras-chave nesse processo”, declarou o presidente do Tecpar.

Ao todo, 165 vacinas contra a Covid-19 estão sendo pesquisadas em todo o mundo, segundo os dados da OMS no dia 31 de julho. Cinco delas estão na fase final de testes em humanos (a fase 3). No Brasil, três vacinas contra o novo coronavírus que estão em estágios mais avançados de pesquisa são testadas. Duas são de laboratórios chineses e a terceira é da Universidade de Oxford.

Veja também: Anvisa autoriza mudanças em teste da vacina de Oxford

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