A cada 10 minutos, em 2023, um parceiro íntimo ou um familiar tirou intencionalmente a vida de uma mulher. De acordo com a OMS, uma em cada 3 mulheres em todo o mundo sofre violência
Durante 21 dias, a campanha “UNA-SE para Acabar com a Violência contra as Mulheres” enfatiza que todas as pessoas têm um papel a desempenhar para acabar com o abuso e o assassinato de mulheres.
Lançada no Brasil no Dia da Consciência Negra, a campanha do secretário-geral das Nações Unidas chama a atenção para a alarmante escalada da violência contra as mulheres, buscando revitalizar compromissos, exigir responsabilização e ação dos tomadores de decisão.
A cada 10 minutos, em 2023, um parceiro íntimo ou um familiar tirou intencionalmente a vida de uma mulher. A crise da violência de gênero é urgente.
É por isso que, durante os 21 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero, a campanha UNA-SE chama a atenção para a alarmante escalada da violência contra as mulheres, sob o tema “A cada 10 minutos, uma mulher é assassinada. #NãoTemDesculpa. UNA-SE para Acabar com a Violência contra as Mulheres”.
Quase uma em cada três mulheres sofre violência ao longo da vida. As meninas estão em risco particular de violência — uma em cada quatro adolescentes sofre algum tipo de abuso por seus parceiros.
Para pelo menos 51.100 mulheres em 2023, o ciclo de violência de gênero terminou com um ato final e brutal — o assassinato por parceiros e familiares.
Estudos mostram que entre 16% e 58% das mulheres no mundo experimentam violência de gênero mediada pela tecnologia, e as mulheres mais jovens são especialmente afetadas, sendo a Geração Z e as Millennials as mais impactadas.
Mulheres em contextos de conflito, guerra e crises humanitárias são ainda mais vulneráveis — 70% delas sofrem violência de gênero.
AÇÕES A SEREM TOMADAS:
Acabar com a impunidade defendendo e estabelecendo leis e políticas que responsabilizem os agressores.
Adotar, implementar e financiar Planos de Ação Nacionais para acabar com a violência contra mulheres e meninas. Esses planos definem decisões políticas e de investimento que os governos fazem.
Investir em prevenção e em organizações de direitos das mulheres para garantir direitos e acesso a serviços essenciais para sobreviventes.
Governos podem aprovar e aplicar leis e Planos de Ação Nacionais para prevenir a violência contra as mulheres, proteger mulheres e meninas e investir em movimentos de mulheres, programas de prevenção e serviços de apoio às sobreviventes. Os países que aprovaram leis para interromper a violência doméstica têm, em média, taxas mais baixas de violência de parceiros íntimos (9,5% em comparação com 16,1%).
Empresas e instituições podem implementar políticas de tolerância zero a todas as formas de violência contra mulheres e que apoiem ativamente as sobreviventes. Agora é o momento de aumentar a conscientização e organizar eventos usando a cor laranja e manifestar-se, tanto online quanto offline, usando #NãoTemDesculpa e #21Dias.
Indivíduos podem usar sua criatividade para promover uma mensagem de tolerância zero à violência contra mulheres e meninas, defender junto aos líderes a adoção e implementação de leis e políticas, apoiar e doar para organizações locais de mulheres e aumentar a conscientização usando os materiais da campanha #SemDesculpas em casas, escolas, comunidades e espaços digitais.

