Número oficial de mortos chegou a 1.943, segundo informações divulgadas pelo presidente da Assembleia Nacional
Organizações humanitárias e agências ligadas à ONU (Organização das Nações Unidas) alertaram nesta terça-feira (30) que o já frágil sistema de saúde da Venezuela está sendo levado ao limite quase uma semana após dois fortes terremotos. Hospitais danificados e com falta de profissionais estão sobrecarregados pelo número de feridos, enquanto a deterioração das condições na área afetada pelo desastre favorece a disseminação de doenças infecciosas.
Mas uma crise humanitária já se desenrola entre os sobreviventes. Agências das Nações Unidas manifestaram preocupação com os efeitos à saúde de milhares de pessoas deslocadas que estão dormindo há dias ao relento ou em abrigos superlotados e sem condições adequadas de higiene.
As dezenas de equipes nacionais e internacionais espalhadas pela Venezuela seguem concentradas na busca por sobreviventes. O número oficial de mortos chegou a 1.943, e novos corpos continuam sendo retirados dos escombros. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, disse que 10.571 pessoas ficaram feridas.

