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O Custo Humano das Guerras em 2025

O Custo Humano das Guerras em 2025: número de vidas, deslocamentos e o que isso revela sobre nossa vulnerabilidade coletiva

O ano de 2025 se consolidou, de maneira trágica, como um dos mais violentos em décadas, com múltiplos conflitos armados espalhados pelo globo. As guerras que marcam este ano não são apenas disputas entre exércitos ou estados-nação — elas custam vidas humanas, famílias, estabilidade social e perspectivas de futuro para milhões de pessoas.

Enquanto chefes de estado traçam estratégias e negociam interesses geopolíticos, as populações civis sentem, na pele, os impactos reais da guerra.

Principais guerras em 2025 e seus desfechos

  1. Guerra na Ucrânia
    O conflito entre Rússia e Ucrânia continua ativo em 2025, com combates intensos em várias frentes. Segundo análises internacionais, a guerra permanece um dos conflitos mais mortíferos do mundo e causa profundas rupturas sociais, econômicas e demográficas em cidades e vilarejos ucranianos. A prolongação do conflito tem impulsionado deslocamentos internos e externo que ainda não foram plenamente contabilizados até o fim do ano.
  2. Conflito Israel-Hamas e ofensivas em Gaza
    A guerra na Faixa de Gaza, que começou em 2023 e avançou para 2025, continua a provocar um número chocante de vítimas. Fontes jornalísticas recentes reportam que mais de 53 mil pessoas foram mortas, com aproximadamente 83% das vítimas sendo civis ‒ um padrão raramente visto em conflitos modernos.

Além disso, confrontos recentes em março e ataques posteriores deixaram centenas de civis mortos e milhares feridos em eventos específicos.

  1. Guerra civil no Sudão
    A guerra civil no Sudão, iniciada em 2023, foi uma das mais devastadoras em termos de deslocamento forçado. Mais de 12 milhões de pessoas foram forçadas a fugir de suas casas; 8,8 milhões deslocados internamente e 3,5 milhões atravessaram fronteiras como refugiados. A fome e a crise humanitária se aprofundam à medida que o acesso a alimentos e serviços básicos desaparece.
  2. Insurgência e conflitos regionais
    Regiões como o norte de Moçambique enfrentam escaladas de violência por insurgentes alinhados ao Estado Islâmico, deslocando mais de 1 milhão de pessoas ao longo dos anos e centenas de milhares apenas em 2025.

Conflitos locais e internacionais — em partes da África, Oriente Médio e Sudeste Asiático — continuam a alimentar uma realidade onde dezenas de milhões vivem sob ameaça constante de violência.

Impactos diretos e indiretos nas populações

Vidas perdidas e feridas
Estima-se que, em 2025, dezenas de milhares de civis morreram em conflitos diretos, e muitos mais ficaram feridos, com sequelas físicas e psicológicas que perdurarão por gerações. O nível de violência contra civis aumentou significativamente, com casos extremos documentados em diversos frontes.

Deslocamento e crise de refúgio
Até o final de 2024, já havia mais de 120 milhões de pessoas forçadas a se deslocar globalmente, um número que segue crescendo em 2025 devido à intensificação das guerras e à incapacidade dos sistemas de proteção internacional de conter novas ondas de violência.

Mulheres e crianças como primeiro impacto da guerra
Relatórios recentes concordam que mulheres e crianças pagam o preço mais alto em conflitos armados: segurança reduzida, risco extremo de violência sexual, restrições de acesso a recursos básicos e interrupção da educação e cuidados de saúde.

O custo social da guerra

Além da contagem de mortos e deslocados, é crucial refletir sobre o significado humano e ético desses números.

A guerra demonstra a vulnerabilidade fundamental das populações frente ao poder militarizado. Isso levanta questões profundas:

A filósofa Hannah Arendt escreveu que a banalidade do mal acontece quando estruturas de poder se isolam da realidade cotidiana dos afetados. Hoje, parece que essa ideia reverbera com força: a capacidade de matar, deslocar e destruir é mais fácil que a de garantir dignidade, proteção e paz.

O filósofo francês Jean-Paul Sartre também nos lembra que nossas escolhas morais não podem ser dissociadas de nossas ações no mundo ― e que ser humano significa reconhecer a responsabilidade pelos impactos que causamos, mesmo quando distantes. Guerras trazem não apenas mortos, mas ruptura de vidas, histórias clínicas interrompidas, economias arruinadas e traumas psíquicos que atravessam gerações.

 

O que está realmente em jogo?

Não se trata apenas de territórios disputados, blocos militares ou hegemonias econômicas. O que está em jogo é a dignidade universal, a capacidade de famílias permanecerem juntas e a chance de crianças crescerem livres de medo e fome. Cada número de deslocado, cada hospital destruído, cada morte civil representa o fracasso coletivo em proteger nossa própria humanidade.

A cobertura jornalística e a atenção pública sobre guerras não devem ser fugazes. A permanência do debate sobre conflitos armados, suas causas profundas e as maneiras de prevenir mais sofrimento é uma obrigação social — porque a paz não é um evento, mas um processo contínuo de escolhas, solidariedade e reconhecimento do outro como igual em humanidade.

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