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Mortalidade infantil Yanomami é 10 vezes maior que a do país

A child and his mother while waiting to receive medical care in a health facility supported by UNICEF in Tachira, Venezuela on June 26, 2020. Health response continues to focus on basic health services for mothers and children, particularly antenatal care, institutional deliveries, and immunization activities. Since the COVID-19 outbreak in Venezuela, UNICEF has distributed more than 14,000 personal protective equipment to health care workers in the first line of response; over 37,000 children under 1 year has been vaccinated against measles and around 52,000 pregnant women and new-born receiving maternal/neonatal life-saving services in UNICEF-supported facilities.

A taxa de mortalidade de bebês no primeiro ano de vida na população yanomami atingiu 114,3 a cada mil nascimentos em 2020. No mesmo ano, Serra Leoa tinha, em 2020, taxa de mortalidade de 80,5 e a República Centro-Africana, de 77. e os citados países são os mais pobres do mundo e possui altos índices de mortalidade infantil.

A doutora em nutrição e professora aposentada da Universidade Federal de Pernambuco Sonia Lucena explica que a desnutrição impacta severamente na imunidade das crianças.

“É muito comum na desnutrição você ter infecção respiratória aguda, às vezes pneumonia, e muitas vezes o que mata uma criança desnutrida é uma septcemia, porque o organismo dela, por não ter condições de se proteger, também perde as condições de se recuperar diante destas doenças. E o comprometimento no crescimento e no desenvolvimento normal do cérebro nesta faixa precoce da vida, ele é irrecuperável”, disse Sonia.

De acordo com Ministério da Saúde, as mortes de bebês recém-nascidos  nas terras Yanomami, representaram quase 60% dos óbitos em menores de um ano de 2018 a 2022.

De acordo com o relatório, isso revela falha na atenção à gestação, ao parto e aos cuidados recebidos no nascimento. O documento indica a desnutrição como uma das principais causas de óbito de crianças.

Dados coletados desde 2015 apontam frequência de baixo peso. Em 2021, esse índice chegou a 56,5% das crianças yanomami. Quase metade das gestantes estava abaixo do peso em 2022.

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