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Grande mancha de Lixo no oceano Pacífico é maior que a França

A chamada Grande Mancha de Lixo do Pacífico (em inglês, Great Pacific Garbage Patch – GPGP) é considerada a maior concentração de resíduos plásticos flutuantes do planeta. Localizada entre a Califórnia e o Havaí, no Oceano Pacífico Norte, ela não é uma “ilha” sólida de lixo, mas uma enorme área onde as correntes oceânicas acumulam milhões de fragmentos de plástico, redes de pesca e outros resíduos.

Segundo a organização The Ocean Cleanup, a Grande Mancha representa um dos maiores desafios ambientais da atualidade, tanto pelo volume de resíduos quanto pelos impactos sobre a vida marinha e o equilíbrio dos oceanos.

Um problema do tamanho de um país

Estudos da The Ocean Cleanup estimam que a Grande Mancha ocupa cerca de 1,6 milhão de quilômetros quadrados, uma área aproximadamente três vezes maior que a França.

No local existem aproximadamente:

Curiosamente, grande parte da massa da mancha não é formada por garrafas ou sacolas, mas por equipamentos utilizados na pesca industrial.


Como esse lixo chega ao oceano?

Grande parte dos resíduos vem de:

As correntes marítimas funcionam como um gigantesco redemoinho, concentrando esses materiais durante décadas.


O impacto na vida marinha. O problema vai muito além da poluição visual.

Bloqueio da luz solar

Quando há grande concentração de resíduos na superfície, parte da luz solar deixa de penetrar adequadamente na água.

Essa redução de luminosidade pode prejudicar:

Esses organismos produzem matéria orgânica por meio da fotossíntese e formam a base da cadeia alimentar dos oceanos. Além disso, o fitoplâncton é responsável por uma parcela significativa do oxigênio produzido no planeta.

Embora o bloqueio de luz seja mais localizado do que em derramamentos de petróleo, a concentração de resíduos pode alterar as condições ambientais e afetar ecossistemas marinhos.


Animais confundem plástico com alimento

Um dos maiores problemas é a ingestão de plástico.

Entre as espécies frequentemente afetadas estão:

O engenheiro holandês Boyan Slat fundou a The Ocean Cleanup aos 18 anos com um objetivo ambicioso: desenvolver tecnologias capazes de retirar plástico dos oceanos e impedir que novos resíduos cheguem ao mar pelos rios.

A organização desenvolveu longas barreiras flutuantes rebocadas por embarcações, que concentram o lixo para posterior retirada.

Além do trabalho no oceano, a instituição criou sistemas para interceptar resíduos em rios antes que eles alcancem o mar.


É possível limpar a Grande Mancha?

Em uma famosa palestra no TED, Boyan Slat afirmou que uma frota de sistemas de coleta poderia remover grande parte da Grande Mancha em cerca de cinco anos.

Embora os avanços tecnológicos tenham sido importantes, especialistas destacam que esse prazo depende de fatores como financiamento contínuo, expansão da frota, condições do mar e, principalmente, da redução da entrada de novos resíduos nos oceanos.

Quanto custaria limpar a Grande Mancha?

Quando apresentou seu projeto, a The Ocean Cleanup estimou que seria possível remover cerca de 90% do plástico flutuante da Grande Mancha até 2040, com um investimento da ordem de US$ 7,5 bilhões ao longo de décadas. Esse valor engloba o desenvolvimento, operação e expansão dos sistemas de limpeza em larga escala.

Para efeito de comparação:

A solução começa em terra

Especialistas são unânimes em afirmar que nenhuma tecnologia conseguirá resolver sozinha o problema.

As medidas mais importantes incluem:

 

Um alerta para o planeta

A Grande Mancha de Lixo do Pacífico é um símbolo da crise global da poluição por plástico. O problema não ameaça apenas tartarugas, baleias e aves marinhas, mas também a segurança alimentar, a economia e, potencialmente, a saúde humana por meio da disseminação dos microplásticos.

Projetos inovadores, como os da The Ocean Cleanup, demonstram que é possível recuperar parte dos danos causados. No entanto, especialistas ressaltam que a verdadeira solução depende de uma mudança profunda na forma como produzimos, consumimos e descartamos o plástico.

Fontes consultadas

 

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