A gasolina comercializada no Brasil passa a contar com 32% de etanol anidro a partir deste sábado (1º). Até então, o percentual obrigatório era de 30%.
No fim de julho, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública pedindo a suspensão da nova mistura. O órgão argumenta que os testes realizados não seriam conclusivos e que os impactos ambientais da medida precisariam de uma avaliação mais aprofundada.
Especialistas alertam que veículos mais antigos ou sem calibração para concentrações maiores de etanol podem apresentar aumento no consumo de combustível e desgaste prematuro de alguns componentes do motor. Tecnicamente, s veículos flex foram projetados para operar com diferentes proporções de etanol e gasolina. Segundo mecânicos e especialistaas, os consumidores com automóveis exclusivo de gasolina poderão ter prejuizos.
Segundo o governo federal, a medida busca reduzir os impactos da volatilidade do mercado internacional de petróleo e combustíveis, além de ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira.
Não é a primeira mudança recente. Em 2025, o percentual de etanol na gasolina já havia subido de 27% para 30%. Agora, chega a 32%. Em pouco mais de um ano, a participação obrigatória do biocombustível na mistura cresceu 18,5%, ampliando a demanda regulatória pelo etanol anidro e fortalecendo o setor sucroenergético brasileiro.
Na prática, o governo transforma o etanol em uma espécie de escudo doméstico contra os choques internacionais do petróleo. O efeito final no preço da bomba dependerá do custo do etanol, da gasolina e das margens de distribuição e revenda. Mas a estratégia está definida: diante do petróleo mais caro, o Brasil coloca mais combustível nacional no tanque. Resta saber, também, como carros mais sensíveis ao etanol irão se comportar.

