Estudo de Israel faz associação entre deficiência de vitamina D e risco maior de infecção por Covid-19

Estudo de Israel faz associação entre deficiência de vitamina D e risco maior de infecção por Covid-19

Cientistas de Israel, realizaram analise comparativa de dados clínicos de 14 mil pacientes de centro médico de Tel Aviv, em Israel, que passaram por atendimento entre fevereiro e abril deste ano. A analise mostrou que, baixos níveis de vitamina D no sangue podem aumentar em até 109% a probabilidade de internação hospitalar por coronavírus.

A análise levou em conta pacientes que, quando testados para Covid-19, já tinham um exame anterior de avaliação do nível plasmático de vitamina D. Na avaliação, os pesquisadores consideraram deficientes de vitamina D as pessoas que apresentaram níveis de concentração abaixo de 30ng/mL. Os resultados apontaram que o nível médio deste hormônio nos pacientes avaliados foi significativamente baixo, sendo ainda menor no grupo com diagnóstico positivo de Covid-19.

De acordo com os pesquisadores, a análise univariada, ou seja, que avalia apenas uma variável clínica por vez para chegar à estimativa estatística, demonstrou associação entre a deficiência de vitamina D e chances maiores de contrair a infecção respiratória, com probabilidade 109% maior de internação hospitalar.  Já a análise multivariada, que levou em conta critérios demográficos e transtornos somáticos, destaca que, além do nível sérico de vitamina D, pacientes do sexo masculino e de classes sociais menos favorecidas também estão entre os com maior risco de infecção. As chances de hospitalização aumentam 171% para os com idade superior a 50 anos.

“Nesse período atípico pelo qual passamos, com menor exposição solar devido ao isolamento social, associada à chegada do inverno, consideramos necessária a suplementação de vitamina D, em cápsulas ou comprimidos, na dose de 1.000- 2.000 UI/dia, com o objetivo de garantir os níveis considerados saudáveis e todos os benefícios como o fortalecimento da imunidade. São doses que apresentam eficácia, segurança e baixo risco de toxicidade porque estão dentro dos limites preconizados para reposição nutricional”, destaca o especialista Odair Albano.

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