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Estados Unidos retiram Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo

Washington (United States), 13/01/2025.- US President Joe Biden delivers the last foreign policy speech of his presidency at the State Department in Washington, DC, USA, 13 January 2025. Biden emphasized the value of foreign alliances, including with NATO, stating that the US is 'in a fundamentally better place than it was four years ago.' EFE/EPA/JIM LO SCALZO

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou a retirada de Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo, revertendo uma medida implementada durante o governo de Donald Trump em 2021. A decisão foi tomada nos últimos dias do mandato de Biden e está vinculada a um acordo mediado pelo Vaticano, no qual o governo cubano se comprometeu a libertar 553 prisioneiros, muitos deles detidos durante os protestos antigovernamentais de julho de 2021.

 

Possíveis Desfechos Militares e Solução de Conflitos

 

A remoção de Cuba da lista de patrocinadores do terrorismo pode ter implicações significativas nas relações militares e na resolução de conflitos na região. Com a retirada, Cuba poderá participar de programas de cooperação em segurança e defesa, anteriormente restritos devido às sanções. Isso pode facilitar o diálogo em questões como o combate ao narcotráfico e ao terrorismo regional, promovendo uma maior estabilidade no Caribe e na América Latina.

 

Repercussão Internacional e Geopolítica

 

A decisão de Biden gerou reações mistas no cenário internacional. Países latino-americanos, como o Brasil, expressaram satisfação com a medida, considerando-a um passo importante para o fortalecimento das relações hemisféricas e a eliminação de sanções econômicas que afetam o povo cubano.

 

Por outro lado, críticos internos e aliados, de Trump condenaram a decisão, argumentando que ela representa uma concessão a um regime autoritário sem garantias de reformas democráticas. Senadores como Marco Rubio e Ted Cruz manifestaram oposição, prevendo que o presidente eleito Donald Trump possa reverter a medida ao assumir o cargo.

 

No contexto geopolítico, a retirada de Cuba da lista pode influenciar as dinâmicas de poder na região, reduzindo a influência de países como Rússia e China, que têm estreitado laços com Havana nos últimos anos. Além disso, abre espaço para uma maior presença diplomática e econômica dos Estados Unidos na ilha, potencialmente promovendo mudanças graduais na política interna cubana.

 

A decisão de Joe Biden de retirar Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo marca um momento significativo nas relações entre os dois países. Embora abra oportunidades para cooperação e desenvolvimento, enfrenta desafios políticos internos e internacionais que determinarão seu impacto a longo prazo na geopolítica regional e na promoção de direitos humanos em Cuba.

Foto: JIM LO SCALZO / EFE / EPA

 

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