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É falso o áudio que circula no WhatsApp com um suposto Dr. Klaus, desestimulando a vacinação

É falso que o hospital Albert Einstein tenha um médico chamado Roberto Klaus em seu corpo clínico. Circula nas redes sociais um áudio de um homem que é identificado dessa maneira — ele desencoraja a vacinação contra a covid-19 e recomenda uso profilático de ivermectina, medicamento sem eficácia comprovada contra o coronavírus.

Circula no WhatsApp o vídeo de um homem não identificado alegando que a Coronavac confere “praticamente proteção nenhuma” contra a covid-19. Para afirmar isso, ele se baseia no resultado de um teste de anticorpos, que teria sido feito 30 dias após tomar a segunda dose do imunizante e dado resultado de “28% e indeterminado”. Essa informação, no entanto, é inútil para avaliar a eficácia da vacina.

Órgãos de saúde, entidades médicas e especialistas alertam que testes sorológicos não servem para verificar se uma pessoa vacinada está protegida contra a covid-19. Os exames apenas detectam a presença de anticorpos em determinado momento, mas apresentam risco de falsos negativos e não são capazes de avaliar todos os mecanismos essenciais no processo de defesa proporcionados pelas vacinas.

Além disso, a ciência ainda não tem a resposta sobre quais os níveis de anticorpos necessários para prevenir a covid-19. Ou seja, é impossível afirmar que o número de 28% mencionado no vídeo seria bom ou ruim. Por conta disso, não existe nenhuma orientação para que a população faça esse tipo de teste depois de receber qualquer vacina.

Algumas versões da peça de desinformação atribuem o vídeo a um suposto médico do Hospital Israelita Albert Einstein, chamado “Roberto Klaus”. Em outra verificação, o Estadão mostrou que não existe nenhum profissional com esse nome na instituição, nem registrado no Conselho Federal de Medicina.

Fonte: Estadão.

JR

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