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Dia Mundial do Coração: prevenção e diagnóstico precoce podem evitar doenças cardiovasculares

Doenças cardiovasculares podem permanecer silenciosas durante anos; controlar a pressão, o colesterol, a glicemia e adotar hábitos saudáveis são medidas fundamentais para proteger o coração

Neste 29 de setembro, Dia Mundial do Coração, o alerta é para uma das maiores ameaças à saúde da população: as doenças cardiovasculares. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), elas continuam sendo a principal causa de morte no mundo. Em 2022, aproximadamente 19,8 milhões de pessoas morreram por doenças cardiovasculares, sendo que infarto e acidente vascular cerebral (AVC) responderam por cerca de 85% dessas mortes.

A boa notícia é que uma parcela importante desses problemas pode ser evitada ou ter sua evolução reduzida por meio da prevenção, do controle dos fatores de risco e do diagnóstico precoce.

O perigo pode estar presente sem sintomas

Um dos principais problemas das doenças cardiovasculares é que algumas podem evoluir silenciosamente durante anos.

Hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes e aterosclerose podem não provocar sintomas perceptíveis nas fases iniciais. Por isso, esperar sentir alguma coisa para procurar atendimento pode significar perder uma oportunidade importante de prevenção.

A própria hipertensão é um exemplo. De acordo com o Ministério da Saúde, a única maneira de diagnosticar a pressão alta é medir a pressão regularmente. A orientação da pasta é que pessoas acima de 20 anos façam essa verificação pelo menos uma vez por ano, com maior frequência quando existem fatores de risco ou histórico familiar.

Quais são os principais fatores de risco?

Entre os fatores que aumentam o risco cardiovascular estão:

Alguns desses fatores não podem ser modificados, como idade e histórico familiar. Outros, porém, podem ser prevenidos ou controlados. Quanto maior o número de fatores de risco, maior tende a ser o risco cardiovascular.

Exames simples ajudam a identificar riscos

O acompanhamento médico periódico permite avaliar o risco cardiovascular antes que surja uma emergência.

Dependendo da idade, histórico familiar, sintomas e fatores de risco, o profissional de saúde poderá solicitar exames como:

• Medição da pressão arterial
É uma das formas mais simples de identificar a hipertensão.

• Exames de sangue
Podem avaliar colesterol, triglicerídeos e glicemia, entre outros parâmetros.

• Eletrocardiograma
Pode ajudar na investigação de alterações do ritmo e da atividade elétrica do coração.

• Ecocardiograma
Utiliza ultrassom para avaliar a estrutura e o funcionamento do coração quando há indicação médica.

Outros exames, como teste de esforço, tomografia, ressonância magnética ou exames das artérias coronárias, podem ser indicados de acordo com a avaliação clínica. Não existe um único exame que sirva para detectar todas as doenças cardiovasculares. A escolha depende de cada pessoa e da suspeita médica.

Colesterol: outro fator que merece atenção

O colesterol é necessário para o funcionamento do organismo, mas níveis elevados de LDL podem contribuir para o desenvolvimento da aterosclerose, processo em que placas se acumulam nas paredes das artérias.

A OMS considera a alteração dos níveis de lipídios no sangue, especialmente o LDL elevado, um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardiovasculares.

Por isso, conhecer os próprios níveis de colesterol e discutir os resultados com um profissional de saúde é importante, principalmente para quem apresenta outros fatores de risco.

O que fazer para proteger o coração?

A prevenção começa no cotidiano.

Uma alimentação equilibrada, com maior presença de frutas, verduras, legumes e cereais integrais e menor consumo de sal, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados, contribui para a saúde cardiovascular.

A atividade física regular também é importante. Caminhadas, bicicleta, natação e outras atividades podem fazer parte da rotina, respeitando as condições e limitações de cada pessoa.

Não fumar é uma das medidas mais importantes para reduzir o risco cardiovascular. Também é necessário controlar a pressão arterial, o colesterol, o diabetes e o peso quando houver indicação.

A OMS destaca que a maioria das doenças cardiovasculares pode ser prevenida por meio do controle de fatores como tabagismo, alimentação inadequada, sedentarismo, obesidade, consumo prejudicial de álcool, pressão alta, glicemia elevada e alterações dos lipídios no sangue.

Atenção aos sinais de emergência

Prevenção não significa ignorar sintomas. Dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, náusea, tontura ou dor que se espalha para braço, costas, pescoço ou mandíbula podem indicar um infarto e exigem atendimento médico imediato.

No caso do AVC, sinais como alteração súbita da fala, fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, alteração da visão, perda de equilíbrio ou assimetria no rosto também exigem atendimento de emergência.

No infarto, o tempo é especialmente importante: quanto mais rapidamente o paciente recebe atendimento, maiores são as possibilidades de reduzir os danos ao coração.

Cuidar do coração começa antes do primeiro sintoma

O Dia Mundial do Coração é um lembrete de que cuidar do coração não deve acontecer somente depois de um diagnóstico.

Medir a pressão, acompanhar o colesterol e a glicemia, manter atividade física, alimentar-se de maneira equilibrada, não fumar e realizar consultas periódicas são atitudes que podem identificar riscos antes que eles se transformem em problemas graves.

O diagnóstico precoce permite iniciar, quando necessário, mudanças de hábitos, acompanhamento e tratamento médico antes que a doença provoque complicações.

Cuidar do coração, portanto, não é esperar que ele dê um sinal de alerta. É conhecer os fatores de risco e agir enquanto ainda há tempo para preveni-los ou controlá-los.

Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS); Ministério da Saúde; World Heart Federation.

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