Especialistas em vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendaram nesta terça-feira, 28, que as doses de reforço contra a covid-19 não sejam mais administradas à população que não esteja nos grupos de alto risco, dado o alto nível de imunização alcançado pelas populações em vários países.
“Cada país deve considerar seu contexto específico ao decidir se deve continuar vacinando grupos de baixo risco, como crianças e adolescentes saudáveis, sem comprometer outras imunizações cruciais”,
Membros da OMS mostraram preocupação com a redução que a pandemia produziu nos programas de vacinação contra o sarampo, com cerca de 25 milhões de crianças afetadas, o que causou a menor taxa de cobertura desde 2008.
A recomendação da OMS de priorizar os mais idosos e pessoas de maior risco não é para diminuir a importância e eficácia da vacina e sim, para que sejam retomadas com maior intensidade, vacinações contra outras doenças que tem sido reduzidas.
Outra preocupação é de priorizar a vacinação das pessoas mais vuneráves em detrimento as pessoas de menor risco, devido a falta de estoques nos países mais pobres.
integrantes do Grupo Assessor Estratégico de Especialistas em Vacinas (SAGE) da OMS dividiram a população em três grupos de risco (alto, médio e baixo): a necessidade de novas doses de reforço permanece apenas para o primeiro, que inclui: idosos, imunossuprimidos e profissionais de saúde. A orientação foi definida após reuniões entre os dias 20 e 23 março.
A recomendação de que todos devem tomar todas as doses disponíveis em seus respectivos países é mantida. A priorização depende dos estoques e deve atender com prioridade as pessoas de maior risco.
Em nenhum momento a OMS afirmou que a aplicação da vacina de reforço em crianças e adolescentes e adultos ( não idosos ) possa causar algum problema de saúde.
Jorge Roriz- Jornalista – DRT 3160 BA

