Covid-19: Ensino à distancia durante pandemia

Covid-19: Ensino à distancia durante pandemia

Com a pandemia do novo coronavírus, todos os serviços no mundo precisaram passar por diversas adaptações. Os hospitais: a separação de leitos e cuidados extras com pacientes e acompanhantes, a falta e leitos, os mercados de rua pela falta de clientes, restaurantes, bares e shoppings de portas fechadas. As instituições de ensino não foram diferentes. Decreto de cada estado e munícipio do país fez com que as instituições fechassem as portas e tivessem que se readaptar a nova realidade.

O ensino à distancia se tornou a realidade para a educação, o EAD foi a saída para escolas e universidades, particulares e públicas garantirem o aprendizados dos estudantes e os manter na formação. O isolamento social trouxe uma nova perspectiva para do aprendizado em 2020, a maioria das escolas/universidades optaram por portais de avalização e aulas ao vivo.

Em pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Ensino a Distância, ABED, revela que em 2018/2019 cerca de 1.800.000 brasileiros matriculados em alguma modalidade de EAD. O senso apontou aumento de 17,6% no número de matriculados em EAD em relação ao censo de 2017 . Estimava-se que até 2023 mais de 2 milhões de alunos matriculados em EAD, com a pandemia de covid-19 esse número pode ser alcançado muito antes.

Desafios

Para o estudante universitário, Coaquira Monteiro,29, “uma das minhas principais dificuldades no EAD é os formatos das plataformas digitais, alguns aplicativos que são disponibilizados muito pesados, que deixam os PCs lentos, a falta de interação entre professor.” De acordo com o estudante “O EAD requer muito disciplina, tem aula que não podem ser gravadas e as vezes não fica disponível no portal”.

No dia 17 de março, o MEC lançou a Portaria Nº 343 que autorizou a substituição de aulas presenciais por aulas no formato de EAD nas instituições federais de ensino e nas universidades e faculdades privadas.  Dando a cada instituição o poder de definir as ferramentas que vai disponibilizar para os alunos terem aulas a distância e como serão as avaliações.

De acordo com Ministério da Educação e Plano Nacional de Educação (PNE), a cada 100 crianças brasileiras que entram no ensino fundamental, apenas 65 concluem os estudos, explica Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco. “Os que terminam já são sobreviventes”, diz ele. O custo anual da evasão escolar é de R$ 214 bilhões, ou 3% do PIB (Produto Interno Bruto), por conta do impacto do abandono nas possibilidades de emprego, renda e retorno para a sociedade das pessoas que não concluem a educação básica, segundo cálculos do economista Ricardo Paes de Barros. Especialistas temem que esse quadro de evasão escolar se agrave com a atual pandemia. Por conta da pandemia 180 escolas e instituições superiores fecham no Ceará.

Algumas metas do PNE se referem justamente a manter os jovens por mais tempo na escola e para concluir as etapas da educação na idade certa, por exemplo:

– Garantir que, até 2024, 95% dos alunos concluam o ensino fundamental até os 16 anos (por enquanto, esse índice é de 75,8%, segundo dados de 2018).

– Matricular todos os jovens de 15 a 17 anos na escola até 2016 (meta que já foi descumprida, uma vez que, segundo os dados mais recentes, 8,5% desses jovens ainda estão fora da escola).

– Elevar a escolaridade média da população de 18 a 29 anos, para que todos tenham completado 12 anos de educação formal até 2024. A meta prevê também reduzir as diferenças entre população rural e urbana, entre negros e não negros, e aumentar o tempo de escolaridade no Nordeste do Brasil (que tem os menores índices do país).

 

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