Foi encerrada nesta quarta-feira (13), em Dubai, a 28 ª, Conferência do Clima da ONU deste ano (COP 28 de 2023). Representantes de quase 200 países aprovaram um acordo de transição energética para o fim do uso dos combustíveis fósseis, mas não estabeleceram um prazo.
Os principais responsáveis pelas mudanças climáticas, não estavam na agenda do evento, uma conferência sobre o clima realizada nos Emirados Árabes Unidos, o sétimo maior exportador de petróleo do mundo, e presidida pelo chefe da estatal petrolífera.
Mas Sultan al Jaber surpreendeu ao anunciar o acordo que chamou de “histórico”. O documento apelou aos governos para triplicarem as energias renováveis e duplicarem a eficiência energética até 2030. E, o ponto mais forte: fazerem uma transição para o afastamento dos combustíveis fósseis, de uma forma justa, ordenada e equitativa, acelerando a ação nesta década crítica, de modo a zerar as emissões até 2050, de acordo com a ciência.
O documento não mencionou metas específicas, nem como a transição será financiada.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, seguiu uma linha parecida.
“É fundamental que os países desenvolvidos tomem a dianteira na transição rumo ao fim dos combustíveis fósseis e assegurem os meios necessários para os países em desenvolvimento poderem implementar suas ações de mitigação e adaptação”, disse.

