Ícone do site

Colesterol alto e doenças do coração: o inimigo silencioso que pode levar ao infarto e ao AVC

O colesterol é uma substância gordurosa indispensável para o funcionamento do organismo. Ele participa da produção de hormônios, vitamina D e da formação das membranas das células. O problema surge quando seus níveis ficam elevados, principalmente o colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no planeta, provocando cerca de 20 milhões de mortes por ano. No Brasil, estima-se que ocorram aproximadamente 400 mil mortes anuais por doenças do coração e da circulação.

Grande parte desses casos está relacionada ao colesterol elevado.


O que é o colesterol?

Existem diferentes tipos de colesterol.

LDL (Low Density Lipoprotein)

É conhecido como colesterol ruim.

Quando está elevado, deposita gordura nas paredes das artérias, formando placas de aterosclerose.

Essas placas diminuem a passagem do sangue e podem romper-se, formando coágulos que provocam:

  • Infarto do miocárdio;
  • AVC (derrame cerebral);
  • Obstrução das artérias das pernas;
  • Insuficiência cardíaca.

HDL (High Density Lipoprotein)

É chamado de colesterol bom.

Sua função é retirar o excesso de colesterol das artérias e levá-lo de volta ao fígado para eliminação.

Quanto maior o HDL, menor costuma ser o risco cardiovascular.


Triglicerídeos

Também são gorduras presentes no sangue.

Quando elevados, aumentam o risco de doenças cardiovasculares e pancreatite, especialmente quando associados ao colesterol alto.


Como o colesterol provoca doenças cardíacas?

O excesso de LDL vai sendo acumulado lentamente nas paredes das artérias.

Esse processo recebe o nome de aterosclerose.

As placas tornam os vasos mais estreitos, dificultando a circulação.

Com o tempo, pode ocorrer:

  • redução do fluxo de sangue para o coração;
  • dor no peito (angina);
  • infarto;
  • AVC;
  • morte súbita.

O perigo é que esse processo costuma evoluir por décadas sem causar sintomas.


Quem corre maior risco?

Os fatores de risco incluem:

  • idade acima dos 45 anos (homens) e 55 anos (mulheres);
  • histórico familiar;
  • diabetes;
  • hipertensão;
  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • tabagismo;
  • consumo excessivo de álcool;
  • alimentação rica em gordura saturada;
  • estresse crônico.

Alimentos que aumentam o colesterol

Os principais vilões são os alimentos ricos em gorduras saturadas e gorduras trans.

Carnes

  • Picanha com gordura
  • Costela
  • Cupim
  • Bacon
  • Linguiça
  • Salsicha
  • Salame
  • Mortadela

Laticínios

  • Queijos amarelos
  • Manteiga
  • Creme de leite
  • Requeijão gorduroso
  • Leite integral em excesso

Industrializados

  • Biscoitos recheados
  • Salgadinhos
  • Fast-food
  • Hambúrguer industrializado
  • Batata frita
  • Margarinas antigas com gordura trans
  • Sorvetes industrializados

Doces

  • Bolos recheados
  • Tortas
  • Chocolates com muita gordura
  • Produtos de confeitaria

Alimentos que ajudam a reduzir o colesterol

Os alimentos ricos em fibras ajudam a eliminar parte do colesterol pelo intestino.

São eles:

Frutas

  • Maçã
  • Pera
  • Laranja
  • Abacate
  • Uvas
  • Ameixa

Verduras e legumes

  • Brócolis
  • Couve
  • Espinafre
  • Cenoura
  • Berinjela
  • Quiabo

Cereais integrais

  • Aveia
  • Linhaça
  • Chia
  • Cevada

A aveia merece destaque por conter beta-glucana, uma fibra que reduz comprovadamente o LDL.


Oleaginosas

  • Castanhas
  • Nozes
  • Amêndoas

Consumidas com moderação.


Peixes ricos em ômega-3

  • Sardinha
  • Atum
  • Salmão

Ajudam na redução dos triglicerídeos e protegem o coração.


Azeite de oliva extravirgem

Quando utilizado no lugar da manteiga e de outras gorduras animais, faz parte de um padrão alimentar associado à redução do risco cardiovascular.


Como prevenir o colesterol alto?

Especialistas recomendam:

✔ praticar atividade física pelo menos 150 minutos por semana;

✔ manter peso saudável;

✔ evitar cigarro;

✔ controlar diabetes e pressão alta;

✔ diminuir alimentos ultraprocessados;

✔ consumir mais fibras;

✔ fazer exames periódicos;

✔ dormir bem;

✔ controlar o estresse.


Estatinas: salvadoras ou vilãs?

As estatinas estão entre os medicamentos mais estudados da medicina.

Elas diminuem a produção de colesterol pelo fígado e reduzem significativamente o risco de infarto e AVC em pessoas com risco cardiovascular aumentado.

Entre as estatinas mais utilizadas estão:

  • Sinvastatina;
  • Atorvastatina;
  • Rosuvastatina;
  • Pravastatina.

Benefícios das estatinas

Diversos estudos demonstram que elas:

  • reduzem o LDL em até 60%;
  • diminuem o risco de infarto;
  • reduzem o risco de AVC;
  • retardam a progressão da aterosclerose;
  • reduzem a mortalidade cardiovascular em pacientes de alto risco.

Para quem já sofreu infarto ou possui doença arterial coronariana, o benefício costuma superar amplamente os riscos.


Possíveis efeitos colaterais

Embora sejam seguras para a maioria das pessoas, podem ocorrer:

  • dores musculares;
  • fraqueza;
  • aumento das enzimas do fígado;
  • raramente inflamação muscular grave (rabdomiólise);
  • discreto aumento do risco de diabetes em pessoas predispostas.

A maioria dos pacientes utiliza estatinas por muitos anos sem apresentar efeitos importantes.

Nunca se deve interromper o tratamento sem orientação médica.


Quando a estatina pode não ser necessária?

Em pessoas jovens, com colesterol apenas discretamente elevado e baixo risco cardiovascular, muitas vezes mudanças no estilo de vida podem ser suficientes.

A decisão depende de vários fatores, como idade, pressão arterial, diabetes, tabagismo, histórico familiar e resultados dos exames.


O perigo do colesterol sem sintomas

O colesterol elevado normalmente não provoca dor, tontura ou qualquer sintoma.

Muitas pessoas descobrem o problema somente após sofrerem um infarto ou um AVC.

Por isso, exames de sangue periódicos são fundamentais, especialmente após os 40 anos ou antes, quando existem fatores de risco.


Conclusão

O colesterol elevado continua sendo um dos maiores fatores de risco para doenças cardiovasculares. A boa notícia é que ele pode ser controlado com alimentação equilibrada, atividade física, abandono do cigarro e, quando indicado, uso correto de medicamentos como as estatinas.

Cuidar do colesterol é investir na saúde do coração, do cérebro e de todo o sistema circulatório. Pequenas mudanças no dia a dia podem evitar infartos, derrames e salvar vidas.


Fontes consultadas

  • Organização Mundial da Saúde (OMS)
  • Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)
  • Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)
  • American Heart Association (AHA)
  • European Society of Cardiology (ESC)
  • Ministério da Saúde do Brasil

Se desejar, Jorge, também posso criar uma imagem ilustrativa (400 × 400 pixels) mostrando uma artéria parcialmente obstruída por placas de colesterol, com um coração ao fundo e destaque para os termos “LDL” e “HDL”, no mesmo padrão das ilustrações que já fiz para o Portal Saúde no Ar.

Prefiro esta resposta
O jornalismo independente e imparcial com informações contextualizadas tem um lugar importante na construção de uma sociedade , saudável, próspera e sustentável. Ajude-nos na missão de difundir informações baseadas em evidências. Apoie e compartilhe
Sair da versão mobile