Cientistas dos institutos Oswaldo Cruz e Pasteur, na França, publicaram um artigo na revista científica internacional PLOS Neglected Tropical Diseases, alertando que o vírus da chikungunya pode sair das cidades para as matas brasileiras, tornando-se silvestre e impossibilitando a erradicação da doença no país.
O processo é semelhante ao da febre amarela, doença de origem africana que se tornou endêmica no Brasil e, de tempos em tempos, espalha-se das matas para áreas urbanas.
Nas regiões de floresta, a vacinação se tornou a única forma e prevenir os casos de febre amarela, segundo a Fiocruz, apesar de inúmeros problemas de cobertura. Os cientistas lembram, no entanto, que ainda não foi descoberta vacina para a chikungunya.
“Esse cenário apresentaria um grave problema de saúde pública, uma vez que a infecção se tornaria mais difícil de controlar”, afirma. Nas florestas, o combate ao mosquito é impossível.” afirmou Ricardo Lourenço de Oliveira, coordenador do estudo
Nas cidades, o transmissor da chikungunya é o mosquito Aedes aegypti, que se infecta picando uma pessoa doente e transmitindo para outras pessoas.
Na pesquisa coordenada pela Fiocruz, os cientistas constataram que mosquitos silvestres como o Haemagogus leucocelaenus e a Aedes terrens, comuns na América do Sul, são capazes de transmitir o vírus da chikungunya entre três e sete dias, o que significa alto potencial de disseminação.
Fonte: Fiocruz

