O uso do PMMA (polimetilmetacrilato) está oficialmente proibido para fins estéticos e reparadores em todo o território nacional pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A aplicação do material plástico sintético foi restringida devido aos graves riscos de complicações e óbitos. O PMMA é um gel em forma de plástico que dificilmente pode ser retirado e já causou diversas mortes.
O que mudou: O CFM vetou a utilização do PMMA por médicos como substância preenchedora para qualquer fim estético ou reparador.A única exceção: O produto só é permitido para o tratamento da lipodistrofia (perda ou alteração de gordura) em pacientes com HIV/AIDS. Essa aplicação exclusiva deve ser feita estritamente em unidades de alta complexidade credenciadas pelo SUS.
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, afirmou nesta segunda-feira (1º) que a entidade defende que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determine o banimento do uso do PMMA (polimetilmetacrilato) no Brasil.
Quais os riscos: O PMMA é um preenchedor definitivo (não é absorvido pelo corpo). Em casos de rejeição ou inflamação, sua remoção é cirúrgica, complexa e pode causar deformidades severas, necrose, nódulos e infecções generalizadas.

